É o cão de uma quinta, vizinha de uma amiga minha. Não sei como se chama, não sei se é bravo, mas quando ele se aproximou do muro onde feita de bisbilhoteira, eu espreitava a quinta da vizinha, olhámos-nos os dois, olhos nos olhos. E o que eu vi foi um olhar doce, carinhoso, amigo, capaz de derreter até quem não gostasse de animais, o que claro, não é o caso!
Ainda tentei meter conversa com ele, sentou-se, continuou a olhar para mim e como decerto eu não falava bem a linguagem canina, levantou-se, acenou-me com o rabo como dizendo adeus e foi-se embora...
