Tantos pormenores lhe achei, que a todos tentei incluir na foto... espero que dê para se ver de tudo um pouco...
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segunda-feira, 29 de novembro de 2010
Mãe Nazarena
Tantos pormenores lhe achei, que a todos tentei incluir na foto... espero que dê para se ver de tudo um pouco...
terça-feira, 30 de março de 2010
Nazaré


A bandeira e o brasão da Vila da Nazaré, pertencente ao distrito de Leiria, com foral desde o ano de 1514. A sua localização no mapa de Portugal está assinalada com o circulo a preto e pintada a vermelho...




É uma Vila de pescadores, com sua Igreja Matriz, a Igreja da Memória e os Paços do Concelho. Tem cerca de 10.100 habitantes, vive da pesca e no Verão do turismo, havendo na avenida marginal vários restaurantes e lojinhas de artesanato onde se podem comprar barcos pesqueiros em miniatura e bonecas vestidas com trajos típicos (as mulheres da Nazaré usam 7 saias)


Vista de longe a Nazaré é linda, com suas casinhas quase á beira do mar, só separadas da areia fina por sua estrada marginal.


As suas praias extensas e solarengas, de águas límpidas e areias brancas, são o encanto de turistas, mas são também as preferidas pelos portugueses do interior, que aí gostam de passar bons dias de férias, com bom sol e boa mesa, sendo o peixe fresco muito apreciado tanto grelhado, como em ricas caldeiradas...

Reza a lenda, que D.Fuas Roupinho, alcaide de Castelo de Mós, andando manhã bem cedo, a cavalgar por suas terras como era seu hábito, avistou ao longe um belo veado que lhe despertou a cobiça de caçador. Mais não foi preciso para se lançar em sua perseguição, galopando velozmente...
Segundo a voz do povo, o veado não era senão a materialização do demo, que fez com que repentinamente, se erguesse vindo do mar, um espesso nevoeiro que nada deixava ver. E D.Fuas continuava galopando em direcção a uma falésia acima do mar cerca de 100 metros... De repente, D.Fuas apercebe-se que está no
alto do precipício, quase a cair ao mar! Reconhecendo o local, lembra que ali mesmo ao lado, numa gruta, há uma imagem da Virgem amamentando o Menino. Em desespero grita "Senhora valei-me!!"... Milagrosamente o cavalo estaca, finca as patas na rocha, por cima do mar revolto. Salvaram-se assim o cavalo e seu cavaleiro!
D. Fuas Roupinho em acção de graças mandou retirar a imagem da Virgem da gruta e edificar uma capela, a Capela da Memória, para aí ser venerada a imagem da Virgem que o salvou.
Ao ser desmontado o pequeno altar descobriu-se um cofre contendo algumas relíquias e um pergaminho relatando a história da imagem esculpida em madeira representando a Virgem Negra, na posição de sentada, amamentando o Menino. Contava que a imagem era venerada desde os primórdios do cristianismo em Nazaré, na Galileia. Teria sido trazida por um monge para Mérida onde esteve até ao ano de 711. Ao fugirem dos muçulmanos, os cristãos levaram a imagem com eles e teria sido D.Rodrigo, o último rei dos Visigodos, a levá-la para Nazaré onde permaneceu na gruta desde essa época.
Nas duas fotos acima vê-se numa, a imagem da Virgem Negra, na outra num circulo a preto, o lugar onde segundo a lenda o cavalo estacou, deixando na rocha a marca de uma das suas patas, o que ainda hoje se pode ver!
Mais tarde, em 1377 o rei D.Fernando mandou construir uma igreja, perto da capela (Igreja da Memória), onde foi colocada a imagem.
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